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27 de agosto de 2011

Índices de inflação mostram tranquilidade, avalia Holland


CAMPOS DO JORDÃO - O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Márcio Holland, afirmou nesta sexta-feira que não vê pressão inflacionária no Brasil e que os índices mostram tranquilidade, "exatamente na rota que prevíamos".
Em conversa com jornalistas após palestra no 5o Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, da BM&FBovespa, Holland disse que é preciso olhar a evolução da inflação. "As pessoas ficaram assustadas com a inflação acumulada em 12 meses, mas isso nao é parâmetro para execução de metas. O que estamos esperando é que a partir de setembro ela comece a se encaminhar para o centro da meta", afirmou.
O que interessa para um regime de metas de inflação, continuou o secretário, muito bem desenhado como o brasileiro, é o desempenho em médio prazo. "Ninguém prevê uma alta de preços de commodities, pelo contrário, a tendência deve ser de queda. No ano que vem, não deve haver o choque do preço do etanol e de outros produtos, como algodão e carnes, decorrentes de fatores específicos."
Segundo ele, essa queda deve ficar muito mais evidente a partir dos resultados de maio ou junho do ano que vem.
O secretário ressaltou que o Brasil é um caso quase ímpar no mundo entre os países que executam políticas monetária, fiscal e cambial e que têm sucesso com elas. "Nosso contágio hoje é muito menor do que nos anos 80 ou 90", disse, citando a importância das trocas comerciais entre o Brasil e a Ásia, especialmente a China, já que o Oriente foi menos afetado pela crise que outras partes do mundo.
"Temos um mix de alternativas [para lidar com a crise], ao contrário de [Ben] Bernanke, que faz um discurso como o de hoje e que não tem absolutamente nada para anunciar", disse Holland.
Por Filipe Pacheco e Camila Dias | Valor

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