quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

PCdoB em Setores Estratégicos

Uma das frentes de atuação de grande participação do PCdoB na vida pública é a área institucional. Com a chegada de Lula à presidência da República, os comunistas passaram a ter um espaço que nunca tiveram antes na administração federal.

Com essa participação, os comunistas puderam mostrar seu trabalho e, ao mesmo tempo, aprender a lidar com uma nova situação, à qual ainda não estavam habituados, já que boa parte de sua experiência estava no âmbito legislativo.

A atuação do partido nessa frente de atividade tem sido positiva. A partir dela temos nos inserido de uma forma absolutamente nova na sociedade brasileira, pois passamos a ser governo e com isso a sermos vistos pela sociedade como parte responsável pelos rumos do país”, disse Ronald Freitas, secretário de Relações Institucionais do PCdoB.

Para Freitas, outra vantagem de fazer parte da gestão federal é que os comunistas passaram a “conhecer em maior profundidade o Brasil e seu povo. Dessa maneira, temos atuado politicamente com maior sintonia com as demandas que a realidade coloca e que a correlação de forças condiciona”. Além disso, salientou, “essa atividade também nos tem propiciado uma convivência democrática com as demais forças políticas do país o que nos tem permitido um reconhecimento político que nunca tivemos no conjunto da nação”.

Entre os nomes que representam o crescimento do partido no âmbito institucional estão Orlando Silva Jr., ministro do Esporte; Haroldo Lima, diretor da Agência Nacional de Petróleo e Agnelo Queiroz, diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entre outros.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Sobre a Imprensa e Seu Poder

Por Isabela Calil - contato@fazendomedia.com

A lameira que é a imprensa não é coisa recente. Um dos maiores críticos desse poder que permeia a vida social é o mestre Honoré de Balzac, um escritor ímpar que detestava frases revolucionárias, mas legou à humanidade uma obra revolucionária e, mesmo conservador, era lido e admirado por ninguém menos que Karl Marx.

Um de seus livros que mostra claramente o poder da imprensa é “Ilusões Perdidas”, onde, de forma romanceada, o escritor desmascara a atividade jornalística. No início do livro, no “Convite à leitura”, não há nenhuma ilusão com relação à mídia:

Imagine uma história ambientada nas redações de jornal do começo do século XIX. Como seria a relação com a notícia, o ambiente de trabalho?

Pois bem, se alguém pensou em ética e compromisso com a verdade, enganou-se redondamente. A preocupação com a informação era, muitas vezes, quase inexistente”.

Os bastidores da imprensa são mostrados através da vida do poeta Lucien Chardon. O jovem, buscando dinheiro e um lugar ao sol com seus escritos, sai de sua cidade rumo à luxuosa Paris, à convite de uma dama da sociedade que acreditava em seu talento.

Ao chegar à cidade ele é desprezado pela senhora que o acolhera e tem que se virar para sobreviver. Sem poder manter gastos extras, passa a freqüentar ambientes menos suntuosos, onde conhece um grupo de pessoas honestas e que levam a amizade a sério, mas não foi para isso que ele tinha viajado até a capital. Os interesses econômicos falariam mais alto, os avisos dos que se importavam com ele não seriam ouvidos, Lucien – agora com o sobrenome Rubempré, de origem nobre – tentaria a sorte como jornalista, e se firmaria nesse universo definido como “inferno, um poço de mentiras, injustiças e traições”.

Com a ajuda de quem já conhecia a sujeira do meio, Lucien vira crítico literário e descobre que se tornar um grande escritor não depende de quem escreve um belo livro, mas de quem redige uma simples crítica; e a arte não tinha relevância alguma nessas horas. O que se via era uma relação clientelista: “Em vez de ser um sacerdócio, o jornalismo se tornou primeiro um meio e depois um negócio para os partidos políticos. O jornal é um comércio que vende a informação que quer. Um jornal não é feito para esclarecer, mas para bajular alguns e arrasar outros”. Eis a função de utilidade pública a que se presta o periódico.

O mundo apresentado ao jovem era um lugar onde ter escrúpulos chocava, amigos eram esquecidos ou tornavam-se rivais e posições políticas eram negociadas. O dinheiro estava acima de frivolidades como moral e amizade.

Hoje não existem mais ilusões com relação à imprensa. Ela não faz questão de esconder seus desmandos, a ilusão não resiste ao olhar mais atento do leitor/telespectador. Entretanto, é a perda da ilusão a única forma de lutar para que o estado das coisas mude. É um alerta: o que parece bonito por fora – será que a imprensa ainda parece decente mesmo vista de longe? – pode não valer muita coisa se vista mais de perto.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Tropa de Elite

Tropa de Elite

Salve Camaradagem: Assisti ao Tropa de Elite e não tive nenhuma surpresa. Violência policial, mortes, tráfico, corrupção, tudo isto a periferia já está cansada de saber e vivenciar.

A única mensagem importante na minha opinião é a de que o tráfico só existe porque existe comprador mas percebo que infelizmente a maioria das pessoas só assistiu ao filme para ver o BOPE estourar a cabeça dos bandidos e arrancar confissões com aquele saco na cabeça das pessoas.

Outro fato de repercussão do filme foi a pirataria. Mas o que é pior? Camelôs nas ruas ou assaltantes? Nenhum dos dois está correto mas não adianta simplesmente a polícia chegar a dar borrachadas nos camelôs, eles precisam de emprego.

Só para terminar a discussão sobre o filme, esses dias escutei com muita atenção aquele funk que faz parte da trilha sonora e notei que ele é uma verdadeira apologia ao crime e aí pensei: Porque o hip-hop que traz mensagens contra o crime e as drogas sofre repressões e até hoje não vi nenhum promotor de justiça tentar censurar esta música? Detalhe, ouvi no celular de uma amiga!

Paulo César Mathias Lippi - Juventude PCdoB

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

PCdoB de Amparo supera expectativas

Pesquisa realizada pela empresa Preview - Pesquisa de Opinião Pública, divulgada no dia 28 de dezembro de 2007 pelo Jornal Cidade de Serra Negra, aponta a pré-candidatura do Dr. José Eduardo Petri do PCdoB com 7,8 pontos percentuais na corrida pela Prefeitura de Amparo.

Segundo o presidente do comitê municipal, João Augusto Alamino de Souza Campos, o resultado superou as expectativas do partido e mostra que o trabalho de renovação e a abertura a todos os segmentos progressistas da cidade estão dando certo, premiando a dedicação e a força de sua militância.

"Continuaremos reforçando nossas propostas e projetos para a cidade, através de nossa pré-candidatura, sem deixar o diálogo com as demais forças políticas", finalizou o presidente João Augusto.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Crescimento: PCdoB vive um círculo virtuoso

O reposicionamento político do PCdoB, este ano, abriu caminho para um aprofundamento da estruturação partidária que pode ser considerado excepcional. O partido vive, hoje, um círculo virtuoso, conseqüente de um verdadeiro “destampar da panela” que, com as mudanças realizadas em nossa tática eleitoral, liberou forças contidas e desencadeou um processo de crescimento e fortalecimento partidários muito intenso.

Por Walter Sorrentino*

Hoje, o partido alcançou um novo marco em sua relação com a sociedade brasileira e com o mundo político, sendo visto como um partido aberto, superando a imagem pública anterior. Expressão disso é o fato de o PCdoB fechar o ano com um número de filiados que supera a marca histórica só alcançada em 1945, quando tinha cerca de 200 mil filiados, e a forte expansão do partido pelo interior do país.

Conferências municipais e estaduais

O balanço das conferências é extremamente positivo. Pela primeira vez o partido atingiu de fato as metas traçadas de mobilização, expressão desse reposicionamento.

Os dados objetivos são eloqüentes: 228 mil filiados (crescimento de 27% em relação ao ano anterior), com forte crescimento em relação à mobilização para o 11º Congresso, de 2005: 90,7 mil militantes mobilizados (crescimento de 32%), 1.728 conferências municipais (crescimento de 27%), e mais de 500 outras comissões provisórias sem conferências, mas com possibilidades de lançamento de candidaturas. Começou a implantação da Carteira Nacional de Militante, atingindo 15 mil emissões.

Outro marco: as mulheres já constituem 31% das direções estaduais, cumprindo a norma aprovada na 1ª. Conferência Sobre a Questão da Mulher e pelo Comitê Central.

É notável, ainda, a forte expansão do PCdoB no Nordeste, no Sul e Sudeste. O partido cresceu assim: mais de 100% no Maranhão; entre 75% e 100% na Bahia, Sergipe e Rondônia; entre 50% e 75% em Alagoas, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina; entre 25% e 50% no Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul; até 25% no Amazonas, Piauí e São Paulo.

Houve decréscimo no Acre, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Pará e Tocantins. Dessa forma, consideradas as várias regiões brasileiras, no centro-oeste foi onde houve diminuição relativa e absoluta.

Isso tudo é bastante expressivo, tendo ocorrido num prazo concentrado, de apenas um ano. Mas dá seqüência a um ciclo de expansão mais duradouro, que, com diferentes características, abarca todo o período desde a redemocratização e a legalidade em 1985. Agora, o partido está diante do maior impulso, comparável ao período pós-1945. O PCdoB maturou e colhe os frutos de sua orientação política essencialmente ligada à luta por um projeto nacional de desenvolvimento, integrante e identificado com a onda progressista que modifica para melhor a vida de milhões de brasileiros.

Defasagens
Mas é preciso ter cuidado com os riscos de uma visão baluartista e ufanista pois, mesmo não sendo mais um partido pequeno, o PCdoB ainda tem dimensão aquém do necessário ao seu objetivo político nesta quadra histórica, particularmente no tocante à representação política e na influência cultural-intelectual. Seu trunfo é sua forte ligação com os trabalhadores, com a luta social, e seu caráter militante e unitário.


Nesse sentido, alguns dados qualitativos podem ajudar a identificar melhor possíveis gargalos do mosaico partidário pelo país, onde se registram importantes (e novas) defasagens: há um grande diferencial no nível de estruturação dos comitês estaduais; há situações que se tornaram crônicas em termos de estagnação partidária; há acompanhamento espontâneo ou de certa frouxidão junto aos municipais; há carências materiais fortemente limitadoras; a vida partidária é relativamente frouxa quanto à ativação e retenção militante; a cultura político-institucional ainda carece de ser reforçada em alguns estados. E resta a situação de que há uma grande maioria da militância ainda muito nova, carente de formação política e ideológica e também de maior grau de estruturação pela base.

A gestão do crescimento partidário
Pode-se dizer que o crescimento é um dado já incorporado à cultura partidária, cada vez mais sujeito ao fluxo político e posicionamentos partidários, e pode indicar um ritmo ampliado de expansão para 2008.


Tudo somado, há um problema relativamente novo: a grande questão é a correta gestão do crescimento partidário, no sentido de fazer o PCdoB efetivamente conhecido por todo o povo e pelos trabalhadores, dar força à ação política e assegurar o caráter de seu projeto político e de sua organização.

O novo discurso frente a essa situação, construído no âmbito do Comitê Central, norteia um plano de ação política, ideológica e organizativa sobre essa realidade:
“A maior exigência neste momento é dotar o PCdoB de mais vida partidária, no sentido de valorizar mais e melhor a militância, revitalizar a necessária vida regular de suas organizações (...) imprimir maior espírito militante ao trabalho partidário (...) organizar em nova escala a atividade militante. Ninguém sem tarefas no partido (todos devem ter um lugar definido na ação política), todos os quadros devem se ocupar da vida partidária, de sua construção e reforço das direções, seguir consolidando ampla rede de quadros intermediários para ligação entre direções e bases militantes”.


A CNO elaborou seu planejamento estratégico para 2008, ainda em fase de finalização. Os temas da organização a enfrentar em 2008 foram assim definidos em torno de três grandes objetivos:

A) Consolidar abertura do PCdoB à sociedade.
- Buscar crescimento qualitativo, que é multiplicador, na frente política (embora limitado para os detentores de mandatos, pode se aplicar também a quadros políticos que atuam em governos); nas frentes cultural, artística, esportiva; no movimento social, especialmente trabalhadores e juventude (via Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB – e Congresso da UJS); nas mulheres em geral.


B) Elevar o zelo com a vida partidária, que define mais particularmente os objetivos do trabalho de organização:
- Desenvolver e consolidar o sistema de direção.
- Fomentar a regularidade da vida partidária: cada militante com seu lugar no trabalho partidário, em todos os níveis, sobretudo na base.
- Valorizar a militância, estabelecer liames mais efetivos entre os militantes em seu trabalho cotidiano.
- Consolidar em toda a linha a institucionalidade partidária como via de uma vida partidária regular, com base no novo Estatuto.


C) Elaborar e pôr em prática sistemática uma nova política de quadros.

* Informação apresentada pelo Secretário Nacional de Organização à reunião da Comissão Política Nacional realizada em 17 de dezembro de 2007

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Feliz 2008

O PCdoB de Amparo deseja a toda a população amparense um ano repleto de saúde e felicidade.
Entramos neste ano com a certeza de que nossa cidade vive uma expectativa por novos ares. Ares de esperança, progresso e inovação.
Palavras que são muito familiares ao PCdoB, um partido que com ousadia, criatividade e respeito aos princípios democráticos, propõe um projeto de valorização do ser humano sem deixar a técnica de lado. O crescimento do partido em todo o território nacional é prova de que o trabalho está valendo a pena e que 2008 será um grande ano para todos nós. Feliz 2008!