domingo, 23 de setembro de 2007

CONFERÊNCIA MUNICIPAL

Num clima de festa e muita alegria, o PCdoB de Amparo realizou sua Conferência Municipal nas dependências da Camara Municipal de Amparo. Contou com a presença de Jose Carlos Pires de Carvalho (Zeca), Secretário de Finanças do Comitê Estadual, que fez um balanço da conjuntura nacional e do momento que o nosso partido vive, e com a presença de mais de 50 pessoas entre militantes, filiados e convidados. Os demais partidos amparenses também foram convidados, comparecendo o representante do PSDB e pré-candidato a prefeito o Sr. Ricardo Luis Silva (Graminha). O pré-candidato a prefeito pelo PR, Dr. Fernando Cazotto, não participou por ter outro compromisso agendado, porém enviou um comunicado a direção do PCdoB prestigiando o evento e parabenizando à toda a militância pela atuação no cenário político local.

Foi neste clima que os militantes do partido fizeram a discussão seguindo o calendário do Comitê Estadual de São Paulo. Ray, Presidente do comitê cessante, fez um balanço das Atividades do seu mandato a frente da Direção do Comitê Municipal, dando destaque para a influencia do partido no município que, nos últimos anos, vem participando ativamente dos movimentos sociais.

Hoje os militantes em Amparo atuam em varias frentes como movimento negro, associações de moradia, projetos sociais, sindicatos e vários conselhos municipais. No último período a comissão política tem se destacado nas conversas com os partidos locais visando a eleição de 2008: "uma vez que fomos nós os primeiros a lançar pré-candidatura a prefeito no município". Destacou também sobre os cargos que hoje são ocupados no governo municipal. São três cargos que prezam pelo bom atendimento a população independente do governo. "Nosso trabalho é em beneficio da população, nós do PCdoB temos esse compromisso com a população", afirmou Paula, coordenadora do Posto de Atendimento ao Trabalhador.

Outro destaque foi para o papel do filiado, principal patrimônio do partido, são eles que conduzem a luta e os objetivos do nosso partido ajudando na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

O médico do Programa de Saúde da Família Dr. José Eduardo Petri, pré-candidato a prefeito pelo partido, explanou sobre sua trajetória como homem público em diversas atividades, entre elas Diretor de Santa Casa, Secretário de Saúde, pioneiro na implantação dos conselhos de saúde e do Programa de Saúde da Família. Falou sobre a diferença de um governo realmente feito pelos trabalhadores em comparação ao governo atual, "um governo para as pessoas e não para as coisas". Pessoa íntegra e competente, Dr. Petri se consolida a cada dia como liderança e referência para o povo amparense.

A Conferência ainda elegeu a nova direção do comitê municipal, que ficou formada dos seguintes membros:

Presidente: João Augusto Alamino de Souza Campos

Vice-Presidente: José Eduardo Petri

1º Secretário: Konrad Adenauer de Oliveira Aguiar

2º Secretário: Maria Margareth Machado R. da Silva

1º Tesoureiro: Márcia Roza Altheman R. da Silva

2º Tesoureiro: Sônia Cabral

Secretário de Comunicação: João Batista de Godoy

Secretário de Formação: Raymundo Ribeiro da Silva

Secretário de Juventude: Paulo Mathias Lippi

1º Auxiliar de Diretoria: Sueli Passos Moreira

2º Auxiliar de Diretoria: Edna Domingues

sábado, 15 de setembro de 2007

Solidariedade às Merendeiras

Solidariedade às Merendeiras!

O PCdoB se solidariza com a luta das merendeiras de Amparo na luta por melhores salários.

É inaceitável as senhoras que alimentam nossas crianças receberem um salário de R$ 386,00.

Será Que Estamos Na Moda?

Salve camaradagem! Nos EUA, os rappers ganham prêmios, enquanto os rappers brasileiros ainda tem que fugir da polícia.

Talvez seja porque não falamos sobre dinheiro e mulheres como os americanos fazem. Não queremos prêmios, mas o direito de ir e vir e o devido respeito que merecemos, mesmo sem o apoio de grande parcela da sociedade estamos em vários segmentos: Internet, Universidades, Política, Ongs, etc. Os manos estão nas lojas, revistas, temos nossas próprias gravadoras e produtoras. Contamos com o apoio de algumas pessoas que tem mente aberta e que abraçam nossas propostas.

Se acontecer alguma confusão num show de rap aparece nas primeiras páginas dos jornais, mas brigas acontecem em qualquer tipo de show, mas não é interessante para a mídia mostrar briga numa festa de peão ou carnaval pois envolve dinheiro, mas acho muito estranho que ninguém menciona os trabalhos sociais promovidos pelos manos do hip-hop, portanto tentem nos conhecer mais.

Paulo César Mathias Lippi
pcrevolucionarja28@yahoo.com.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Tempo Que Não Tem Mais Tempo

Vento quente que antecede dezembro. Chuva à tarde, cheiro de grama molhada... a roupa já secou no corpo... passa a bola... tá anoitecendo... espera um pouco... a mãe tá chamando... já é lua. Amanhã é incerto, de certo só a reticência do tempo... mas para nós é certeza, tem mais infância.

De manhã ir para a escola. Da Vila Polito, passo pela Duque, chamo um, chamo outro, muitas vezes não chamo ninguém – to sempre atrasado –, dá tempo de passar pelo Jardim Público olhar os macacos... mas já é hora... hora passa... criança não sabe que ela passa, criança passa ela. Antes de chegar à escola dá para decidir: se enforcarmos a aula, subimos para a quadra do São Benedito - nessas horas o santo é cúmplice - ou descemos para o Atlético com a bola, sempre ela, jogar rebatida ou gol a gol.

Luiz Leite, escolão, escadaria, para nós não é nada, até no telhado subimos. Valeu Seu Carlos e Dona Maura, sem os senhores seria impossível escrever estas linhas. Na saída tem sempre uma briga... uh uh uh uh... Duque contra Castelo... uh uh uh uh...

O tempo que pega a gente quando é adulto parece não pegar quando somos crianças. Ainda é meio dia. Almoçar engolindo a comida rápido, rápido indo jogar bola. Ou no Atlético ou no “Passa-Raiva” ou no “Campinho da Vila”.

A tarde vem vindo. Depois da quadra de cimentão ralo, o “Batata” deixa a gente pular dentro do campo. A melhor coisa do mundo é em dia de verão jogar futebol num fim de tarde com chuva. O ciclo fechou... Vento quente que antecede dezembro. Chuva à tarde... Mas tem a noite.

É, criança também curte a noite. Às sete vou para o judô no Floresta, até as nove e meia aprendo a ser gente e brinco com o sensei Komura no kendo, ao final da aula. Na volta, ao passar pela Duque, encontro a turma jogando taco na esquina com a Benjamin Constant ou brincando de polícia e ladrão invadindo as casas da Barão de Campinas. Até um adulto chamar-nos a atenção sobre o tempo: Já é meia noite!

Sábado a peleja é contra o Atlético do “Seu Zé”, eles tem campão para treinar, nós temos a rua e o terrão, mas tudo bem, aquele gol de campo oficial é muito maior que o portão do vizinho... show de bola, Flamenguinho, uma das primeiras formações: Pité, Duzinho, Pituco, Di e Neguinho; Álvaro, Murilo e Gú; Baco, Joãozinho e Vando. Domingo tem jogo lá no Peraltas, oito horas da manhã, ter que cruzar a cidade sem dinheiro do busão. O jeito é o time ir pendurado em meia dúzia de bicicletas.

Carnaval... Verde Rosa... Mestre “Nato”... samba do “Cabecinha”: desde menino peguei meu tamborim / os mestres diziam o samba é assim... todo menino era um instrumentista. Naquele tempo, que não faz muito, carnaval era coisa do povão, se brincava sem preconceitos e sem culpa na Treze de Maio. A escola era movimento de vanguarda cultural e de experimentação, hoje, regrediu em moralismo conservador, aliás, culturalmente, Amparo é muito mais “careta” do que há vinte anos. Que pena, mas isso é outra história.

Pensar uma infância que não se enquadre nos padrões adultos é dever de toda a sociedade. Criança não deve ter celular, relógio ou agenda, deve ter tempo para aproveitar sem perceber que ele passa. Quando adulta irá bater muito cartão na vida, ainda não é hora. Não que não deva cumprir obrigações, obrigações devem ser impostas pelos adultos, o que elas não podem é ter agenda de adulto: cursos, aulas, atividades “extracurriculares” – extracurriculares, que é isso? Acho que é coisa das pedagogas... Deve, sim, aproveitar as atividades fora da escola sem a paranóia do horário e do stress de vencer na vida a qualquer custo, carregando as frustrações dos pais. É hora de mudar, e que ainda haja tempo para que a criança, por si só, tome chuva e sinta o cheiro da grama molhada. Que o ciclo se reinicie...

João Batista de Godoy
godoy.joao@gmail.com

sábado, 1 de setembro de 2007

CHARGE