sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Amor


Feliz União - Salve camaradagem, hoje vou escrever sobre o amor. Mas não se assustem pois não vou falar que estou dormindo no banco da praça nem enchendo a cara! Vou contar sobre minha feliz união com o hip-hop. Quem diria que à 15 anos trocamos as alianças! Tudo começou em 1992, 14 anos de idade, escutava qualquer porcaria, até que um dia presenciei algo diferente de tudo que já tinha visto: um clip do Ice T com a música "Colors", denunciando o racismo nos guetos americanos com "mão na cabeça" e tudo mais. A partir daí me identifiquei e comecei a olhar mais ao meu redor. Nomes como Public Enemy que passavam uma idéia, diferente dos rappers americanos de agora. No começo curtia mas só depois de algum tempo pude compreender a essência do movimento e descobrir as verdadeiras raízes do movimento, até que em 1999 comecei a escrever letras e entrei no grupo SDR, a rapaziada de Amparo com certeza se lembra. Mas sabe como é casamento né, tem suas crises. Sai de um grupo, entra em outro até hoje estou aí fiel até que a morte nos separe!

Paulo Lippi
pcrevolucionarja28@yahoo.com.br

domingo, 19 de agosto de 2007

POR QUE OUVIR OS CLÁSSICOS?

Quem tem medo de música clássica? O nome “clássico”não é bom: sugere pompa e rigidez, o peso morto da tradição, a força do passado sobre o presente. Sugere distância e reverência. Além de não ser bom, é tecnicamente errado, porque a música clássica abrange muitos outros períodos além do período clássico(século 18). Mas as alternativas não são muito melhores: música “erudita”, por exemplo, carrega uma certa arrogância (o contrário seria a música ignorante?). Música “de concerto” talvez seja o nome mais politicamente correto, mas nesse caso onde fica toda a tradição de música litúrgica-cantatas, missas, réquiens, corais, motetos-, para não falar dos milhares de obras compostas ao longo de centenas de anos quando ainda não existia nada parecido com o que se conhece por uma concerto? Na prática, música “clássica”é o nome consagrado, que não vai mudar, e o melhor então é explicar do que se trata, esquecendo as resistências do nome.
A música clássica é uma tradição ocidental que tem seus primórdios na Idade Média , há mais de 1.500 anos, e cujas raízes vão mais longe ainda. É o equivalente, no domínio dos sons, da literatura, no das palavras. Só isso já seria o bastante para qualquer um se interessar pelo assunto. Desprezar a chance de ouvir Bach, Mozart, Beethoven é impor-se uma limitação tão desnecessária e triste quanto seria proibir a si mesmo a leitura de Shakespeare. A música clássica abarca os mais variados estilos e épocas: desde no canto gregoriano, passando pela polifonia medieval e renascentista, até as riquezas e sutilezas do barroco, as sinfonias e sonatas clássicas, a multiplicidade de estilos no século 19 e a reinvenção permanente das coisas no nosso. Um mestre medieval como Guillaume de Machaut (c.1300-77) está tão distante do romântico Robert Schumann (1810-56) quanto o barroco J.S.Bach (1685-1750) do modernista Igor Stravinski (1882-1971); mas todos têm em comum um vínculo com esta linguagem da música “estudada”.E este, aliás, talvez seja o traço fundamental: a musica clássica é um cânone que vai se formando justamente à medida que as obras põem-se em relação umas com as outras. Um passo à frente afeta um milhão de passos atrás.
O que é preciso para conhecer a música clássica? Começar. A disponibilidade do repertório virtualmente inteiro em CDs,a transmissão por rádio e televisão e o número crescente de concertos públicos tornam cada vez mais fácil, o cultivo da música. A idéia de se embrenhar numa tradição tão vasta pode ser amedrontadora; mas qualquer obra é uma boa porta de entrada e ninguém precisa ser “erudito” para ouvir os compositores eruditos. O que é preciso é interesse, sem preconceito. Convém tirar logo da cabeça que a música clássica é algo que “deve” ser aprendida, com vistas a qualquer propósito pedagógico, moral ou social. Parodiando o escritor Ítalo Calvino, pode-se dizer que os clássicos devem ser escutados não porque “servem” para qualquer coisa. A única razão que se pode apresentar é que escutar os clássicos é melhor do que não escutar os clássicos.A diferença não tem medida para quem descobre o gosto pela música...
***Trecho extraído do livro: ”Notas Musicais”-Do Barroco ao Jazz-Arthur Nestrovski

Fernando Fernandes da Silva
Formado em Letras, Músico Profissional

Martinho da Vila: Filiado Ilustre Lança Livro



Martinho da Vila lança ''Vermelho 17'', seu sétimo livro
Uma das primeiras autorias de Martinho da Vila foi o samba-enredo em homenagem a Machado de Assis que compôs para a Escola de Samba Boca do Mato, em 1959, quando tinha 21 anos — e que posteriormente foi gravado por ele no LP Samba Enredo, de 1980. Esse tem sido um caminho freqüente na literatura brasileira: poetas, músicos que em determinado momento deixam a palavra dominar seu ofício e arte, quer em regime de dedicação quase exclusiva, quer da forma bissexta.
Capa de ''Vermelho 17''
Vermelho 17 é um livro de ficção e conta a estória do adolescente carioca, inusitado e comum chamado Vermelho de Assis Barreto, aos 17 anos. Filho do barbeiro comunista Gerônimo, que batizou o filho com o nome da sua cor preferida, por torcer pelo América e também pela associação à ideologia do socialismo. Desde a infância, Vermelho foi criado na barbearia Madeixa de propriedade do pai e nesse ambiente de homem tudo aprendeu no foro entre discussões políticas e religiosas.
O livro traduz o clima das barbearias do passado como templo de filosofia popular. E tem como pano de fundo os fatos e episódios da vida nacional através das lembranças do velho barbeiro Gerônimo. É ele que relata as memoráveis discussões a que assistiu ali: desde os motivos da renúncia de Jânio Quadros ou entre fanáticos por Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek disputando quem foi o melhor presidente. Também ocorreram ferrenhos embates quando a jogatina foi proibida no Brasil pelo recém-empossado Marechal Dutra na década de 40.
O autor — que é filiado ao PCdoB — desenvolve a fantasiosa aventura de Vermelho descrevendo os conflitos normais de todo adolescente: a primeira experiência sexual, o relacionamento com a turma, o primeiro amor, filmes de sexo — além da separação dos pais que o obrigou a deixar o Rio para viver em São Paulo.
Antes de Vermelho 17, Martinho da Vila publicou Vamos Brincar de Política?, Kizombas Andanças e Festanças, Romance Fluminense, Ópera Negra, Memórias de Tereza de Jesus e Os Lusófonos.

Marcos Vilaça, presidente da Academia Brasileira de Letras, no lançamento do livro

LEMBRANDO MANDELA


LEMBRANDO MANDELA
Por Marcos Rolim


Quando Nelson Mandela chegou à prisão de Robbem Island, em 1964, estava condenado à prisão perpétua. A ilha já possuía uma história de mais de três séculos de horror. Por muito tempo, ela foi o depositário de negros rebeldes, leprosos, loucos, dissidentes políticos e bandidos comuns. O regime racista do apartheid, entretanto, havia reservado a prisão inexpugnável apenas para dissidentes e presos políticos estruturando uma administração prisional implacável. As regras da cadeia eram distintas, segundo a cor dos presos. Presos brancos - a minoria - recebiam rações maiores de comida, ficavam em celas melhores e tinham direito a mais cobertas; os presos "mestiços" -chamados de "coulored" - ocupavam uma posição intermediária. O pior regime prisional era reservado aos negros - a grande maioria - que ocupavam celas minúsculas, se alimentavam apenas com porções de canja de milho e só tinham direito a duas mantas para suportar os rigores do inverno. Os encarcerados tinham direito a uma visita de 30 minutos a cada 6 meses. Nestas oportunidades, ficavam separados do visitante por uma parede de vidro e sua conversa era acompanhada por guardas instruídos a interrompê-la caso algum assunto fosse interpretado como "político". Duas vezes por ano, os presos podiam escrever e receber uma única carta. Neste inferno, Mandela permaneceu 18 dos 27 anos em que esteve preso.
Ao longo desse período, Mandela obteve uma única vitória significativa: por sua iniciativa, os presos negros negaram-se a vestir as calças curtas que lhes eram oferecidas como uniforme. A vestimenta, humilhante, era utilizada pelos negros escravizados na África do Sul. A administração de Robben Island se viu, então, obrigada a fornecer calças compridas a todos. O que poucos lembram é que, na época da prisão de Mandela, o PAC (Congresso Pan Africano) e o ANC (Congresso Nacional Africano) propugnavam a luta armada e pretendiam construir uma nova sociedade depois de "jogar os brancos no mar". A situação de miséria, humilhação e violência oferecida pelos governos racistas aos povos negros era tão abjeta e intolerável que a opção pela violência dos oprimidos parecia, não apenas justificável, mas absolutamente necessária. Quem mudou isso foi Mandela. Durante sua experiência de prisão, o líder sul-africano foi convencendo seus camaradas do ANC que havia uma chance de romper com o regime do apartheid de maneira negociada e que "um novo mundo era possível", na África do Sul, sem o emprego da violência e sem represálias futuras à minoria branca. A estratégia deu certo e Mandela, que saiu da prisão diretamente para a Presidência da República, não se negou a tomar chá com Botha e De Klerk, os últimos dois presidentes do apartheid. Diante de Mandela - um dos mais extraordinários líderes políticos de nossa época - aqueles dois eram anões políticos, líderes de ninguém, nulidades cuja existência a história já se encarregou de sepultar.

Escrevo isso porque penso que Lula tem muito a ver com Mandela e porque acho que a grande política, aquela que é feita em nome de princípios claros e ideais generosos, é guiada pela tolerância, pela paz e pelo compromisso democrático. Podemos não gostar de alguns dos convidados para o chá, mas é auspicioso que tenhamos a chance de agendar compromissos do tipo se o resultado, como na África do Sul, for o fim do apartheid. No nosso caso, Robben Island são as favelas e os guetos habitados pelos miseráveis. É preciso terminar com isso e, com Lula, temos, enfim, uma chance considerável de fazê-lo


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terça-feira, 14 de agosto de 2007

PRESIDENTE DO PCDOB CONVOCA CONFERÊNCIA MUNICIPAL.


PCDOB - EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA CONFERÊNCIA MUNICIPAL

O Comitê Municipal do PCdoB de Amparo/SP, considerando o Edital de Convocação da Conferência Estadual, aprovado pelo Comitê Estadual do Partido em sua 7º Reunião Plenária realizada em 14 e 15 de julho de 2007, considerando ainda, a Reunião Plenária deste Comitê Municipal realizada em 08 de agosto do corrente ano, convoca, por este presente Edital Publico, todos os filiados do Partido no dia 22 de setembro de 2007, às 13:00hs, na Câmara Municipal de Amparo, sito a Praça Tenente José Ferraz de Oliveira nº 179, e terá a seguinte Ordem do Dia: 1) Debate do Projeto Político Partidário; 2) Eleição de Delegados (as) à Conferência Estadual; 3)Balanço do Trabalho de Direção e Eleição da nova direção Municipal. Nos termos do Estatuto, com base nas normas do processo de conferências deliberadas pelo Comitê Estadual do Partido, os filiados participarão debatendo e deliberando sobre os temas constantes da Ordem do Dia através das Assembléias de Base e/ou plenárias de juventude e/ou filiados, e elegendo Delegados à Conferencia Municipal na proporção de 1 delegado para cada 30 militante reunidos na respectiva plenária e mais um a cada fração de 15. e um delegado, a cada cinco assembléias de base.

Amparo 14 de agosto de 2007

Raimundo Ribeiro da Silva

(Presidente do Comitê Municipal)

silvas2ray@hotmai.com

sábado, 4 de agosto de 2007

CHARGE DE ANGELI

CHARGE DE ANGELI