sábado, 21 de julho de 2007

ALGUNS COMENTÁRIOS



Tendo tomado conhecimento das observações emitidas pela coluna “Notas e Tendências” do Jornal A Tribuna, 07/06/2007 pg A4, A direção do PC do B de Amparo vem tecer alguma observações acerca das mesmas.

Em primeiro lugar, há de se definir quem são os representantes da Oposição ao Prefeito, seus objetivos e seu conteúdo ideológico. Em seguida, como isto pode se manifestar quanto ao número de partidos e de candidatos e sua representatividade perante o eleitorado Em terceiro, qual a eventual vinculação entre os fatos levantados pelo ambiente político, sua intensidade e o quanto de verdade existe entre aqueles e os sonhos e expectativas de concretização de mudança nas relações de poder.

Em outras palavras – opor-se a um projeto de poder pressupõe um novo modo de governar, com diferenças profundas e não apenas decorativas de governança; o Partido Comunista do Brasil em seus mais de oitenta anos de luta política se sente a vontade ao indicar um nome para concorrer nas próximas eleições, e por hora não faz nada as escondidas, sempre fomos aliados do Partido dos Trabalhadores, contribuímos e continuamos a contribuir com esse governo que finda em 2008, mas é preciso compreender a política como arte da negociação, da proposição e mesmo do caminho próprio, e não a política rasteira que estamos acostumados a assistir. Na atual conjuntura não abandonamos nenhum partido que possa ser aliado as nossas idéias e propostas entendemos que é preciso avançar, é aqui se coloca as possibilidades; um verdadeiro programa de governo, novo, “top de linha”, buscando o aprimoramento da Sociedade e dos instrumentos democráticos de participação popular; a recuperação de propostas prometidas, mas abandonadas ao longo dos anos; e, sobretudo, a recuperação da auto-estima dos trabalhadores, a governança para os “seres” e não para as “coisas”.

Quanto ao número de pré-candidatos, o que teríamos hoje seria “meia-dúzia” de caciques tentando cooptar o maior número possível de pajés para depois negociar entre si e tirar o Grande Irmão que deverá guerrear com o PT. Mas, não cremos que isso ocorra, pois as vaidades pessoais não permitem essa união, e não as diferenças ideológicas, o que, aliás a maioria nem sabe o que isso quer dizer...

Alguns pré-candidatos da “oposição” se diz de direita, de centro ou de esquerda? Só se for no futebol... Qual o seu interesse maior, a não ser lustrar sua biografia!

A coluna diz de que o PC do B se diz “oposição” e continua no governo. O que há de estranho em um partido legalmente constituído, com sede própria, com centenas de filiados ter candidatura própria? Aliás, o PC do B foi o primeiro partido a lançar sua pré-candidatura na pessoa do Ilustre Médico Dr. José Eduardo Petri, logo após o Segundo Turno das Eleições do ano passado, a que pese a indiferença dos meios políticos e a desinformação da mídia em geral?

Estar num governo que ajudamos a elegê-lo e que estamos ainda a dar nossa contribuição mostra claramente pelo menos duas coisas: que democracia não se faz com desconfiança, mas sim com debate de idéias e que a preservação dos princípios ideológicos nos coloca longe da “geléia geral” mas como uma alternativa, sem dúvida a melhor para a preservação do avanço das forças populares.

Raimundo Ribeiro da Silva (Ray) Presidente do PC do B - Amparo silvas2ray@hotmail.com

terça-feira, 17 de julho de 2007

PARTICIPAR PARA MUDAR

PARTICIPAR PARA MUDAR

Política é sempre ação coletiva. Requer uma vocação especial para a identificação, a articulação e a busca de soluções para os problemas decorrentes de interesses heterogêneos, muitas vezes conflitantes, mas sempre coletivos (“política” que é feita só em torno de interesses pessoais ou grupais pode ser compadrio, negócio, ou até mesmo cosa nostra, mas certamente não será aquilo que, pelo menos desde Aristóteles, é identificado com a busca do bem comum).

Política exige organização e organizadores, o que pressupõe tanto a definição dos agentes e dos espaços físicos e institucionais, como a clareza quanto aos fins e aos meios visando a realização de um programa de ação. Essa é, aliás, a grande função social dos partidos: organizar a política como ação coletiva.”

As duas explicações acima são de Maria Victória Benevides, professora titular da Faculdade de Educação da USP. Nenhum homem é uma ilha”, uma outra conhecida frase, também ajuda a compreender que conviver em sociedade significa viver entre interesses e necessidades. E conviver numa cidade significa ainda que os indivíduos podem – e devem – exercer sua cidadania: um conjunto de direitos estabelecidos, ou a serem regulamentados, pela legislação.

Cidadania é uma palavra que veio do latim: civitate era a cidade. Política é uma palavra que veio do idioma grego: a polis era a cidade. E igualmente ambas significam as ações daqueles que moram na cidade, ou seja, as ações daqueles que vivem em sociedade. Pode até parecer, para muitas pessoas, que a política é uma coisa não tão boa, e a cidadania é outra coisa, quem sabe um pouco melhor... (Se pensarmos nos inúmeros escândalos políticos atuais)

Convém não confundir política e partidos. O partido é um dos jeitos importantes dos cidadãos organizarem a política. Mas “fazer” política você faz, mesmo que não perceba, sabe por quê? Porque até quando você escolheu não fazer, ou deixou os outros fazerem, você já fez. Ser neutro é consentir que estejam “fazendo” política por você. Quer dizer, estão agindo (ou não) de acordo com interesses que podem não ser os seus, e nem os coletivos.

Tanto faz o nome. Política ou cidadania, portanto, é sempre qualquer tipo de ação ou de omissão que se tem na comunidade onde vivem os cidadãos. Ou melhor, onde convivem os cidadãos na busca do bem comum, como dizia o filósofo.

Ricardo Pignatti, pós-graduado em Educação pela USP, trabalhou na gestão de Luiza Erundina na Prefeitura de São Paulo.

sábado, 14 de julho de 2007

ONDE ESTAVA A IMPRENSA?


Salve camaradagem, neste domingo dia 08/07 tivemos a nossa apresentação no Festival de Inverno e como de costume em todos os anos a imprensa não estava presente. Eles só dão destaque para os eventos "bonitinhos" do Festival e ao meu ver perderam uma ótima oportunidade de presenciar a mais linda interação entre artista e público. Pensem comigo como um som que é considerado de marginal conseguiu chamar para a praça Pádua Salles avós com seus netos. pais e filhos e pessoas que até aquele momento não conheciam o hip-hop e à partir daquele momento passaram a se interessar? Acho que eles só aparecem para mostrar o tumulto que aconteceu no show do Racionais Mcs o qual perdi as contas de quantas vezes eu vi a Globo exibir as imagens!


Paulo César Mathias Lippi

Movimento Rap de Amparo

quinta-feira, 12 de julho de 2007

PLENÁRIA REGIONAL DO PC DO B: DEBATE PROGRAMÁTICO




PLENÁRIA REGIONAL DO PCdoB: DEBATE PROGRAMÁTICO

Governar para as pessoas e não para as coisas: esta foi a tônica do debate travado na plenária regional do PCdoB de Amparo, que tratou das metas para as eleições 2008.
Para a militância, que é o principal patrimônio do partido, está na hora de o PCdoB se apresentar como alternativa na disputa pela Administração Municipal. Tal conduta, ao contrário do que os “analistas” vociferam, não tem nada de incoerente, é fruto do amadurecimento do partido e de seus quadros, além de seguir orientação da Direção Nacional que aconselha: onde o partido tiver oportunidades, que entre na disputa. Somamos a estes fatores o distanciamento da atual Administração das causas da classe trabalhadora. Nossa posição de crítica, em todas as situações, sempre se pautou pelo conteúdo programático do governo e nunca em questões pessoais.
Para não ser evasivo, cito alguns exemplos que não condizem com a nossa idéia de Administração Popular: um dos principais motivos é o segundo mandato chegando ao seu final e não termos sequer um sinal de que o problema do déficit de moradias seja prioridade. Vemos no projeto do orçamento 2008 uma reserva simbólica para programas de habitação. Pode ser um expediente administrativo aguardando financiamento federal, mas após todo esse tempo, definitivamente, habitação para o povo não é prioridade. Outro exemplo é o investimento em tecnologias de ponta para uso operacional da Administração em detrimento da falta de alguns serviços oferecidos à população. Investe-se em telecentro dentro da Guarda Municipal para treinamentos (o que não deixa de ser importante), ao passo que Amparo não possui um único telecentro comunitário, mas, por favor, não confunda com os computadores da rede escolar, estes são itens obrigatórios. Telecentro de acesso à Internet Banda Larga que ofereça cursos para um determinado bairro, isso não existe. Uma sugestão: podia-se fazer muito mais útil a montagem de 2 telecentros comunitários com 20 computadores cada com os R$ 24.500,00 que serão pagos à “Guerra de Robôs” durante o Festival de Inverno. Ou ainda posso citar a incoerência de o PCdoB, como partido da classe trabalhadora, se ver na situação de justificar junto às merendeiras um salário bruto de R$ 386,00 pago pela Administração do PT.
Tais situações levam o partido a pensar em um governo para as pessoas e não para as coisas, em um governo que se aproxime mais das necessidades cotidianas de transformação do indivíduo, que não seja baseado em projetos prontos importados e sim adaptado à realidade local. Mas enfatizo que nossas críticas são pontuais e sabemos reconhecer o que já foi feito de bom, por isso nos apresentamos para o debate programático.
Assim, o programa do PCdoB quer dar para Amparo desenvolvimento com qualidade de vida, quer, principalmente, ir além de comemorar o aumento de ofertas em cargos de produção, quer oferecer para o trabalhador um emprego digno através da qualificação profissional, quer criar uma cadeia produtiva de clientes e fornecedores dentro da cidade sem aumentar a ocupação populacional das áreas preservadas. Pensa em um sistema de saúde, realmente único, que utilize todos os recursos tecnológicos já disponíveis dentro da máquina e que seja planejado para o usuário, enfim, que seja primeiro referência municipal para depois ser referência nacional. É a gestão para o usuário e não para o prêmio. O melhor prêmio é o reconhecimento da população.
O PCdoB está cada vez mais acessível às novas pessoas da política, recebe de braços abertos a juventude e, principalmente, as mulheres, que se destacam cada vez mais no mercado de trabalho e na formação de opinião da sociedade. Hoje, o partido está na contra-mão sadia da política amparense, pois dá visibilidade a novas idéias, idéias que para os políticos tradicionais conservadores são subversivas, pois desmontam os mitos carismáticos e desmistificam que a política seja uma seita para poucos iniciados. Mesmo o inconsciente coletivo nos inculcando, diariamente, a idéia de que a política é um mistério que deve ser praticado por um grupo seleto, acreditamos em que Fernando Pessoa dizia: “o único mistério é haver quem pense no mistério”. Portanto, pratiquemos a política da diversidade, sem mistérios!
Por fim, sem metafísica, a Plenária Regional do PCdoB reforçou o compromisso com o povo amparense e com os segmentos progressistas de construir um projeto não de curto prazo, mas de duradoura relação de confiança e transparência, aclamando o médico amparense Dr. José Eduardo Petri como pré-candidato a Prefeito Municipal pelo PCdoB.

João Batista de Godoy
godoy.joao@gmail.com

quarta-feira, 11 de julho de 2007

PRÉ CANDIDATURA DO PC DO B


27 DE JUNHO DE 2007 - 09h05
Plenária aprova pré-candidato à Prefeitura de Amparo
O PCdoB de Amparo realizou, domingo (24), sua plenária regional, que contou também com a presença dos representantes dos diretórios municipais de Jaguariúna, Pedreira e Serra Negra e do ex-presidente da Câmara Municipal de Amparo, Dimas Marchi.
Rua tradicional na progressista cidade de Amparo
A plenária discutiu o projeto eleitoral para 2008 e fez um balanço da atuação na cidade. O Presidente do PCdoB de Amparo, Raimundo Ribeiro da Silva (Ray), avalia que “o partido está crescendo no município e isso fica demonstrado com a participação destacada da militância nos três últimos processos eleitorais”.

Apoiado nas orientações estadual e nacional, o partido decidiu lançar José Eduardo Petri pré-candidato à Prefeitura Municipal. Ray explica a decisão, “lançar candidatura própria é legitimo. Participamos de três eleições com o Partido dos Trabalhadores e temos compromisso com esse governo. Apresentar uma pré-candidatura não significa romper alianças.”

Amparo foi fundada oficialmente em 08 de abril de 1829, mas desde o final do século XVIII já havia moradores/as na região. A cidade tem 60 mil habitantes (IBGE 2000), sendo 72% residentes na área urbana. É uma das principais produtoras brasileiras de chuchu e tem um grande pólo de confecção infantil. Estância hidromineral, a cidade é conhecida como a “capital histórica do circuito das águas” devido à preservação da arquitetura referente ao período da expansão cafeeira do século XIX.


De Amparo,Agildo Nogueira Jr.

PLENÁRIA REGIONAL DO PC DO B


Plenária Regional do PC do B



O Partido Comunista de Amparo realizou no ultimo dia 24 sua Plenária Regional. Com a presença dos representantes dos diretórios municipais de Jaguariúna, Pedreira e Serra Negra e com a presença do Ex-presidente da Câmara Municipal de Amparo Dimas Marchi, um numero significativo de militantes do comitê local pode participar do evento, na Sub-sede do Sindicato dos Metalúrgicos. Na ocasião, o Presidente do Partido em Amparo abriu o debate falando sobre a pré candidatura do PC do B em nossa cidade, alem de fazer um breve balanço da atuação dos militantes em nosso município. O Presidente do PC do B de Amparo Raimundo Ribeiro da Silva (Ray), avaliou que o Partido vem crescendo, tanto na militância quanto na consciência política, tendo isso sido demonstrado ao longo dos últimos cinco anos, com destaque a partir de 2001, com a participação nas três ultimas eleições, a primeira em que por muito pouco não elegemos o atual Prefeito e as duas ultimas em que a militância do Partido teve papel importante na condução do processo eleitoral em 2001 e 2005, consolidando a vitória do PT, momentos importantes para a democracia em nossa cidade. Ray fez uma análise sobre o papel do militante enquanto figura central do partido e o papel que ele deve exercer para o crescimento partidário, expondo com muita clareza as idéias e os projetos defendidos pelo Partido. Todavia é hora de avançar e neste sentido o PC do B inicia com antecedência essa discussão e lança na pessoa do Dr. José Eduardo Petri a pré candidatura para a disputa eleitoral em 2008, atendendo o pedido da militância local e seguindo as orientações dos Comitês Nacional e Estadual do Partido Comunista do Brasil.

Lançar candidatura própria é legitimo. Participamos de três eleições com o Partido dos Trabalhadores e temos compromisso com esse governo. Apresentar uma pré candidatura não significa romper alianças - estas são questões conceituais – e vamos continuar a dar nossa contribuição. Ter candidatura própria é desejo de todos os Partidos Políticos e nós enquanto Partido representante da classe operária, com oitenta e cinco anos de História e Luta em prol da classe trabalhadora, avaliamos que chegou o momento de buscar um caminho próprio, e estamos trabalhando nesta construção.