Tendo tomado conhecimento das observações emitidas pela coluna “Notas e Tendências” do Jornal A Tribuna, 07/06/2007 pg A4, A direção do PC do B de Amparo vem tecer alguma observações acerca das mesmas.
Em primeiro lugar, há de se definir quem são os representantes da Oposição ao Prefeito, seus objetivos e seu conteúdo ideológico. Em seguida, como isto pode se manifestar quanto ao número de partidos e de candidatos e sua representatividade perante o eleitorado Em terceiro, qual a eventual vinculação entre os fatos levantados pelo ambiente político, sua intensidade e o quanto de verdade existe entre aqueles e os sonhos e expectativas de concretização de mudança nas relações de poder.
Em outras palavras – opor-se a um projeto de poder pressupõe um novo modo de governar, com diferenças profundas e não apenas decorativas de governança; o Partido Comunista do Brasil em seus mais de oitenta anos de luta política se sente a vontade ao indicar um nome para concorrer nas próximas eleições, e por hora não faz nada as escondidas, sempre fomos aliados do Partido dos Trabalhadores, contribuímos e continuamos a contribuir com esse governo que finda em 2008, mas é preciso compreender a política como arte da negociação, da proposição e mesmo do caminho próprio, e não a política rasteira que estamos acostumados a assistir. Na atual conjuntura não abandonamos nenhum partido que possa ser aliado as nossas idéias e propostas entendemos que é preciso avançar, é aqui se coloca as possibilidades; um verdadeiro programa de governo, novo, “top de linha”, buscando o aprimoramento da Sociedade e dos instrumentos democráticos de participação popular; a recuperação de propostas prometidas, mas abandonadas ao longo dos anos; e, sobretudo, a recuperação da auto-estima dos trabalhadores, a governança para os “seres” e não para as “coisas”.
Quanto ao número de pré-candidatos, o que teríamos hoje seria “meia-dúzia” de caciques tentando cooptar o maior número possível de pajés para depois negociar entre si e tirar o Grande Irmão que deverá guerrear com o PT. Mas, não cremos que isso ocorra, pois as vaidades pessoais não permitem essa união, e não as diferenças ideológicas, o que, aliás a maioria nem sabe o que isso quer dizer...
Alguns pré-candidatos da “oposição” se diz de direita, de centro ou de esquerda? Só se for no futebol... Qual o seu interesse maior, a não ser lustrar sua biografia!
A coluna diz de que o PC do B se diz “oposição” e continua no governo. O que há de estranho em um partido legalmente constituído, com sede própria, com centenas de filiados ter candidatura própria? Aliás, o PC do B foi o primeiro partido a lançar sua pré-candidatura na pessoa do Ilustre Médico Dr. José Eduardo Petri, logo após o Segundo Turno das Eleições do ano passado, a que pese a indiferença dos meios políticos e a desinformação da mídia em geral?
Estar num governo que ajudamos a elegê-lo e que estamos ainda a dar nossa contribuição mostra claramente pelo menos duas coisas: que democracia não se faz com desconfiança, mas sim com debate de idéias e que a preservação dos princípios ideológicos nos coloca longe da “geléia geral” mas como uma alternativa, sem dúvida a melhor para a preservação do avanço das forças populares.





